quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nets lentas e calores impossíveis de aguentar.

Estou há quase uma semana na terra. Há coisas que gosto particularmente de fazer quando estou cá, que me dão uma sensação de férias, de tranquilidade. Ainda não as consegui fazer, este calor vem ajudar à moleza que me dá  quando estou por cá.
A terra, tem as suas coisas de bom, como tem de mau. Dá tranquilidade, deixa-me fazer as tais coisas que gosto de fazer, mas ao fim de um tempo cansa-me, dá-me moleza e desejo sair daqui. Mas o ar é bom, quando está fresco também é bom.
Estou feita uma mulherzinha do campo: ela vai à fonte buscar água, ela vai apanhar laranjas, ela ajuda o pai a limpar o terreno, a plantar, a apanhar mini batatas da horta, ela acarta lenha. Ahhh vida do campo, dás cabo de mim.
O sino da igreja da terra bate as 4 da madrugada, é bom ouvi-lo, é outra das coisas que gosto da terra. Tenho de ir embora, estou a gastar o resto a internet da minha mãe, a mãe do meu padrinho vem cá almoçar e tenho de acordar cedo para ir à fonte buscar água e fazer mais umas cenas antes de a irmos buscar.
Já olhei lá para fora milhares de vezes desde que vim, e nada me inspira, nem a lua amarela grande e baixa, nem as terras distantes que brilham à noite, nem os pinhais, nem as nuvens,nem as plantas verdinhas, vivas.. Nada me inspira a escrever, mas espero que ainda haja tempo. De certeza que o há.

1 comentário:

  1. "mas espero que ainda haja tempo. De certeza que o há."

    sim, há tempo e há campo. Há, sobretudo, um terreno por cultivar, onde há-de germinar uma flor chamada esperança!

    beijinhos

    Edu

    ResponderEliminar