quinta-feira, 8 de maio de 2008

Para as pessoas que já não estão comigo.

E custa a crer...
É difícil acreditar que todas estas pessoas estão realmente a sair da minha vida.
Custa a crer que não as voltarei a ver. Tantas e importantes para mim. Por diversas razões, é certo, mas ainda assim.
Sinto-me triste. Apesar de não exteriorizar muito acho que isto anda a dar cabo de mim.
Sinto-me a não dar valor a nada. A viver só porque sim. E é estúpido. É estúpido porque há pessoas neste mundo que passam por pior e não se sentem derrotadas, seguem a vida em frente e vão a cortar os obstáculos no seu caminho de espada em punho. São pessoas lutadoras, persistentes com a sua vida. E que sabem que esta é um bem demasiadamente precioso para se perder.
Sou fraca. Nunca me aconteceu nada de mais e mesmo assim não luto por mim.
Devia aprender com os exemplos que tanto valorizo.
Se os reconheço e admiro, deveria aprender com eles.
Tenho saudades vossas.
"Tia"
"Avô"
"Amigo", boa pessoa.
"Amiga", mãe dedicada.
Por favor não quero esta lista aumentada.
Já é torturante o suficiente, as pessoas que perdi nos últimos meses.

De que vale a pena a vida se já não os temos cá connosco?
Pessoas tão importantes na infância e juventude.

Retiro o que de melhor aprendi convosco, para que um dia seja eu uma mãe ou avó ou amiga dedicada. Relembro-vos porque foram importantes e não vos esquecerei.
Até um dia, seja ele próximo ou não.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sentimentos inesperados.

E sinto...
Sinto o que não queria sentir, após um ano isto é inesperado. Penso que estava tudo a correr tão bem, não consigo perceber o que se passou, para esta tonta paixão adolescente.
Se calhar é a prova real de que sou aquilo que digo que sou e não o que muitos pensam.
Se calhar nunca o fui e tudo foi um devaneio meu.
Não consigo acreditar nisso por muita coisa que se passou.
Mas será melhor afastar? Clarear ideias?
Só queria ser normal com aquela pessoa e esquecer tudo isto. Não percebo, sinto que estou a viver algo, mas não por mim, sinto que o estou a viver por outra pessoa. Estou muito cansada e já mal consigo pensar, mas se não viesse escrever isto num devaneio de sono, provavelmente não o faria.
Porque sinto eu isto? O que é isto? E o que é sentir?
Várias ideias passam pela cabeça...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Put your wishes into the memories you do not want to forget!

Acabei de ver Ef, a tale of memories.
Dreams, memories, coisas que me dizem tanto...
Não poder recordar mais do que 30 horas, que seria de mim?
Seria desesperante ter de conhecer as pessoas como se fosse a 1ª vez, todos os dias.
Ficar para sempre na lembrança, memórias de há 4 anos e nada mais. O sofrimento enorme, o espanto ao ver que 4 anos passaram e que estou diferente fisicamente, todos os dias ler o que escrevo, o que quero recordar.
Mas haveria tanto, tanto que as 30 horas não seriam suficientes. Eu não saberia gerir o tempo, de modo a recordar-me e ainda viver esse dia.
Não desistir dos sonhos, aprender quando saímos derrotados e mudar de sonho, nessas alturas.
Lutar por algo que queiras, por muito que doa, quem sabe se amanhã não será um dia melhor. Quando tudo parecer extinto, procura nos traços mais pequenos. Quando encontrares um sinal, segue-o.
Não desistas do amor e principalmente da vida.

(Já é tarde e tenho a sensação de que este post está disparatado. ^^')

quinta-feira, 6 de março de 2008

Reflexos da lua

Sento-me na janela e olho para a lua.

A lua alta, grande, lá no céu, toma a forma dos meus pensamentos, traz-me recordações de um passado, que por vezes fica tão distante, que já não o recordo mais.
Uma brisa ligeira, e os meus cabelos esvoaçam, só eu, o parapeito da janela onde me sento e a luz brilhante da lua, numa noite que ainda há pouco começou e que tem muito para me revelar.
A luz brilhante da lua ilumina o meu quarto, a rua lá em baixo e ponho-me a pensar.
Crianças, dou comigo a pensar em crianças, crianças felizes, quiçá filhos meus. Gostava de um dia ser mãe e passear por jardins com os meus pequenotes. Brincar com eles, ter todo o tempo do mundo para estar com eles, ensinar-lhes os valores que um progenitor deve ensinar.
Nisto o vento sussurra ao meu ouvido, eu sinto um arrepio nos ombros e estremeço levemente. As imagens na minha mente mudam quando volto a olhar a lua.
Penso numa carreira profissional que me satisfaça e que me torne conhecida, pode ser e certamente será um pensamento egoísta, mas é verdade, gostava de ser reconhecida por algo.
Baixo o olhar até à rua quase deserta, um gato mia, lá em baixo, vejo-o subir a uma árvore. O que será que os gatos pensam de nós? Certamente pensarão coisas diferentes, cada um é diferente do outro.
Olhando para cima, volto a cruzar o meu olhar com a lua distante, fria, lá em cima, reluzente. Penso na pessoa perfeita, nunca fiz muitos planos, queria apenas alguém verdadeiro, a quem me pudesse entregar e confiar plenamente. Alguém que gostasse verdadeiramente de mim e que gostasse de mim pela pessoa que sou. Da Beleza apenas tenho a dizer, que esta permanece apenas nos olhos de quem vê.
Uma brisa mais forte, fecho os olhos, imagino-me voar no imenso céu escuro. Na realidade pouco me prende, apenas o parapeito.
Imag
ino-me como num retrato, perfeito como todos o são, cabelos ondulados, esvoaçando com o vento, a lua no alto, muito branca, iluminando tudo em minha volta, eu sentada no parapeito da janela do meu quarto. Guardada eternamente nos olhos de um pintor.
Noto que a madruga ameaça surgir, então recolho-me.
Por hoje apenas quero a escuridão e a lua.

Noutro dia a luz me será mais necessária.
Assim me vou com sonhos que me embalam, a ternurenta lua por companheira e o vent
o a mostrar o caminho.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Isso.

Tenho saudades tuas, meu anjo.
Tenho saudades de ser inocente, feliz.
Saudade de estar a aprender e de ter vida toda pela frente.
Sinto-me a afundar em tristeza.
Sinto como se me estivesse a afogar e absolutamente nada nem ninguém me pudesse salvar.
Tenho de sair do poço, não posso pensar no fundo do poço.
Estou parva e a deprimir-me.
Lamento!
=(

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Bothered,am I?

Is it bothering me?
Yes, probably it is.
I don't even love you, but is a good feelin', the one you were givin' to me.
Anyone knows it feels good when someone watches over you, talk to you, show some interest in you. And if that person stops doin' that, you feel it. It's bad, you don't want it.
You just want that feelin' again.
And that's how I am now, I want to feel that way again.
Honestly and childishly I hope next time I'll see you, you'll be as usual. But some part inside says you won't. And that's what will happen.
I just have to remind me of that.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Lenore

Startling news and I started to get aroused.
I walked down the road, hair wavering in the wind.
And then she was. This beautiful maiden with eyes so blue.
She smiled at me. I was deeply lost in her eyes. She walked my direction. I just stare, gazing at her.
[Rascunho]



quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A new beginning

Quando algo acaba, algo recomeça.
Estou perante uma nova etapa da minha vida. Algo por que já passei mas que não deixa de ser novo.
Exijo a mim própria concentração e força de vontade. Quero ser alguém e não me considero burra, tenho tudo para conseguir vencer na vida. Não deixando para trás os amigos e a família.
Sinto-me feliz e com vontade de um novo começo.
Vou permitir-me respirar e estudar, divertir-me e ter responsabilidades. Ser parte integrante de eventos fora e dentro da comunidade familiar.
Sinto-me com coragem de valorizar o trabalho e esforçar-me por ser uma pessoa melhor.
Sinto-me aliviada por transmitir tudo isto para aqui.
Não vou deixar enfurecer-me nos primeiros dias do meu regresso.
Vou lutar pela minha Sisterhood, pelos meus amigos íntimos, pelas novas pessoas que quero conhecer, mas vou, principalmente, lutar por mim.
Lutar por me assegurar enquanto pessoa neste lugar a que chamamos Mundo.
Lutar por poder afirmar-me como mulher igual e diferente de tantas outras.
Lutar por crescer.
Lutar!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pedro Abrunhosa - Lua

Mais um dia que acaba
e a cidade parece dormir,
da janela vejo a luz que bate no chao
e penso em te possuir.
Noite após noite, ha ja muito tempo,
saio sem saber para onde vou,
chamo por ti, na sombra das ruas,
mas só a lua sabe quem eu sou.
Lua, lua,

eu quero ver o teu brilhar,
lua, lua, lua,
Eu quero ver o teu sorrir.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estas,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para tras...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.


Homens de chapéu e cigarros compridos
vagueiam pelas ruas com olhares cheios de nada,
mulheres meio despidas encostadas à parede
fazem-me sinais que finjo nao entender.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites.
Os bares estao fechados ja nao ha onde beber,
este silencio escuro nao me deixa adormecer.

Loucas sao as noites.

Refrao

Nao ha saudade sem regresso, nao ha noites sem
madrugada,
Ouco ao longe as guitarras, nas quais vou partir,
na névoa construo a minha estrada.

Loucas sao as noites, que passo sem dormir,

loucas sao as noites.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A Sacerdotisa (parte 1)

Dias após ter acontecido, dei comigo a pensar se teria sido um sonho. Não me via a escapar-me de casa para vaguear sozinha pela noite, não eu.
Quando dei por mim, estava a seguir o vento, a olhar para a lua e para as estrelas.
O vento parecia querer tocar-me, fazia-me festas e a minha roupa esvoaçava. De repente veio-me à cabeça a imagem de uma rapariga, a passear ali sozinha, linda, de longos cabelos ondulando ao sabor do vento. Perdi-me nos pensamentos e nos passos enquanto imaginava a rapariga. Quando dei por mim, não fazia a mais pequena ideia de onde estava, a lua estava já a desaparecer e as nuvens taparam as estrelas.
À minha frente estava um jardim, comecei a indagar, o verde, a pedra dos bancos, o ferro de alguns gradeamentos naquele jardim, tudo chamava por mim.
Entrei pelo jardim adentro. Subitamente vi uma silhueta num dos bancos, o coração bateu mais forte e vi logo que seria ela.
- Sacerdotisa! - chamei. Ela voltou-se o seu longo cabelo a ondular tal como eu imaginara, como da outra vez.
O sorriso da outra vez.
Novamente, falou e eu não a percebi. Não sabendo mais o que fazer, sorri-lhe. Lentamente, a Sacerdotisa se levantou e começou como que a deslizar na minha direcção. Eu estava com o meu olhar fixado nela, na sua beleza, na estranheza de toda a situação.
Quando se aproximou de mim, senti-me gelar por um lado, mas por outro senti um calor inexplicável.
- Sacerdotisa! - voltei eu chamar. Desta vez as palavras que saíram da minha boca voltaram a ser diferentes.

(...)