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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão alimesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreens
ões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

quinta-feira, 6 de março de 2008

Reflexos da lua

Sento-me na janela e olho para a lua.

A lua alta, grande, lá no céu, toma a forma dos meus pensamentos, traz-me recordações de um passado, que por vezes fica tão distante, que já não o recordo mais.
Uma brisa ligeira, e os meus cabelos esvoaçam, só eu, o parapeito da janela onde me sento e a luz brilhante da lua, numa noite que ainda há pouco começou e que tem muito para me revelar.
A luz brilhante da lua ilumina o meu quarto, a rua lá em baixo e ponho-me a pensar.
Crianças, dou comigo a pensar em crianças, crianças felizes, quiçá filhos meus. Gostava de um dia ser mãe e passear por jardins com os meus pequenotes. Brincar com eles, ter todo o tempo do mundo para estar com eles, ensinar-lhes os valores que um progenitor deve ensinar.
Nisto o vento sussurra ao meu ouvido, eu sinto um arrepio nos ombros e estremeço levemente. As imagens na minha mente mudam quando volto a olhar a lua.
Penso numa carreira profissional que me satisfaça e que me torne conhecida, pode ser e certamente será um pensamento egoísta, mas é verdade, gostava de ser reconhecida por algo.
Baixo o olhar até à rua quase deserta, um gato mia, lá em baixo, vejo-o subir a uma árvore. O que será que os gatos pensam de nós? Certamente pensarão coisas diferentes, cada um é diferente do outro.
Olhando para cima, volto a cruzar o meu olhar com a lua distante, fria, lá em cima, reluzente. Penso na pessoa perfeita, nunca fiz muitos planos, queria apenas alguém verdadeiro, a quem me pudesse entregar e confiar plenamente. Alguém que gostasse verdadeiramente de mim e que gostasse de mim pela pessoa que sou. Da Beleza apenas tenho a dizer, que esta permanece apenas nos olhos de quem vê.
Uma brisa mais forte, fecho os olhos, imagino-me voar no imenso céu escuro. Na realidade pouco me prende, apenas o parapeito.
Imag
ino-me como num retrato, perfeito como todos o são, cabelos ondulados, esvoaçando com o vento, a lua no alto, muito branca, iluminando tudo em minha volta, eu sentada no parapeito da janela do meu quarto. Guardada eternamente nos olhos de um pintor.
Noto que a madruga ameaça surgir, então recolho-me.
Por hoje apenas quero a escuridão e a lua.

Noutro dia a luz me será mais necessária.
Assim me vou com sonhos que me embalam, a ternurenta lua por companheira e o vent
o a mostrar o caminho.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Bothered,am I?

Is it bothering me?
Yes, probably it is.
I don't even love you, but is a good feelin', the one you were givin' to me.
Anyone knows it feels good when someone watches over you, talk to you, show some interest in you. And if that person stops doin' that, you feel it. It's bad, you don't want it.
You just want that feelin' again.
And that's how I am now, I want to feel that way again.
Honestly and childishly I hope next time I'll see you, you'll be as usual. But some part inside says you won't. And that's what will happen.
I just have to remind me of that.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Lenore

Startling news and I started to get aroused.
I walked down the road, hair wavering in the wind.
And then she was. This beautiful maiden with eyes so blue.
She smiled at me. I was deeply lost in her eyes. She walked my direction. I just stare, gazing at her.
[Rascunho]



quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

5 anos

E cinco anos passaram desde aquele dia tristíssimo.
Há pouco tempo uma grande amiga me disse que foi o dia em que me viu sofrer verdadeiramente pela primeira vez.
A minha perda foi grande e disso não haja dúvida.
Perdi a pessoa mais importante para mim. A pessoa de quem mais gostei nesta vida. O meu anjinho, a minha avó.
Foi a pessoa que, posso arriscar, mais me amou nesta vida.
É impossível esquecê-la porque me ensinou muito. Só tenho pena de a ter perdido tão cedo na minha vida, pois com 15 anos ainda estamos a crescer, e a família é-nos fundamental.
Gostava de ter vivido e aprendido muito mais com ela.
Ainda me lembro, naquele dia, quando entrei no nosso quarto, o medo que tive de olhar para ela e de lhe tocar, tal era o receio de a sentir fria, morta.
Mal olhei e não aguentei muito tempo lá dentro. Não fui ao funeral. E tudo isso são coisas de que me arrependi mais tarde.
Não me tinha despedido dela naquela manhã, estava atrasada como de costume.
Ao saber da notícia entrei em choque e quem me valeu? Os amigos, os de sempre.
Andei muito angustiada até ter sonhado com o dia da morte do meu anjo, com a única diferença, que me despedia dela naquela manhã, desde então fiquei aliviada e a angústia deixou-me. Restaram apenas as saudades, as que ainda hoje não desapareceram, e a dor da perda.
Hoje consigo olhar para trás e lembrar-me e falar da minha avó sem ter lágrimas nos olhos, mas numa data como a de hoje, em que faz 5 anos que partiste, as lágrimas vieram novamente.
Tenho muitas saudades do meu anjinho, de tudo o que ela fez por mim.
Se tenho muito orgulho quando me dizem quão parecidas somos, por vezes dói-me ver que há coisas em que me diferencio bastante e para pior. Infelizmente isso não me faz lutar para que deixe de ser mais teimosa, preguiçosa, resmungona e egoísta, defeitos que não tinha a minha avó. Teimosa talvez, mas teimava porque achava estar a fazer sempre o melhor para as outras pessoas.
Quero acrescentar que estás viva em mim e que tão cedo não te deixarei morrer nem por mim serás esquecida.

"Como podem dizer que morreu quem permanece tão vivo no nosso coração."

sábado, 24 de novembro de 2007

Never alone!

Se eu disser que quero ser sempre aquela luz. A pessoa invísivel que te protege. Que no mais fundo de mim quero proteger-te de tudo, será que assim consegues compreender como é frustrante a impotência de te ajudar, de te proteger?

É loucura minha e não a pretendo negar. Mas poder-se-á chamar loucura uma vontade gigante de proteger as pessoas de quem mais gosto? De sentir que tenho de estar sempre lá, não as deixar sofrer nem um segundo?

Mas depois sai-me o tiro pela culatra.. Eu não consigo, não chego lá, não posso fazer nada para proteger.. E aquelas pessoas que tanto quero ver felizes continuam a sofrer, muito provavelmente em silêncio.

Também eu sofro... Mas isso é tão irrelevante...


Just wanted to say no one is ever alone. When anybody thinks it's all over that is nothing that worths fighting for, they're wrong. There's always something valuable enough worthing your strenght, your lives.


As long as I'm here you're never alone!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Princesa em busca de sapatinho...

Já passou tanto tempo que achei que já o podia postar aqui. Este texto saiu-me numa altura em que me magoaram bastante.

Princesa em busca de sapatinho...

Chamaste-me princesa linda e de facto senti-me uma. Tu eras o meu cavaleiro andante, eu tinha tudo para vir a ser uma óptima rainha, mas tudo acabou num dia. E aí senti-me qual Cinderela com o feitiço quebrado... Hoje procuro o sapatinho com que ficaste, na esperança de voltar atrás e poder ter dançado no Baile contigo, minha princesa. Mas não posso, tenho de perceber que tu recuaste e procuras princesinhas a quem oferecer amor e retirar um sapatinho, como o fizeste comigo...
Ainda quero ser a tua princesa linda...
Tenho medo de não o poder ser...
Dançar contigo eternamente era o melhor que me podia acontecer... Termos um baile nosso até ao fim dos nossos dias.
Mas o meu cavaleiro andante não me quis. Tenho eu de procurar outros princípes que me queiram mais?
Minha doce princesa volta para mim...
Eu sei que não queres, vou aguentar-me...
Só espero que voltes para mim em breve.
És doce mas inquieta.

I'm an empty seat.

I feel like an empty seat.

Everyone can come sit but they go away a few later.

No one wants an empty seat.

Who wants an old dusty bench in a garden? I know probably I would.

But hey that's me.

I's how I feel today, like an old, dusty bench in a garden.

No one cares about it, no one even looks at it. But it is there all along. Waiting...

The bench stands there.

It's loyal.

I had never wondered my similiarities with that bench.

But the truth is, everyone can use it, leave it, go away with nothing to say, never lookin' back on the way.

And today I feel like that...


terça-feira, 21 de agosto de 2007

Dormir

Dormir, uma expressão de inocência ainda se mantém. É bom saber que ainda se pode sentir assim aos 20 anos.

Love, Love , Love! =)

You make me feel so good.
The way you love me, it's so incredibly powerful.
I feel I can do anything when I'm with you.
Just keep lovin' me that way. Never ever leave me.
Your eyes, your touch, your smile, I love everything about you.
I will always love you.
And just don't forget you're the love of my life.
I feel so glad to be surrounded by you. You mean everything to me.

Os efeitos de ter visto "If these walls could talk 2" de madrugada.. Fiquei super feliz, faz-me feliz saber que o amor verdadeiro existe e é mais do que um conto de fadas. Pode o Sol não ter espreitado para o meu lado ainda, mas sei que algures em meu redor este Brilho, esta claridade, a felicidade que o Amor traz, faz alguém feliz e isso é o bastante para também eu partilhar esse clima de ânimo, felicidade e de amor.
Bahh pareço uma tola, mas sinto-me feliz por sê-lo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Sentimentos..

A profundidade do olhar, um toque súbito nas mãos tão macias.


Sinto-me a perder-me.. a cair eternamente, sem nunca poder voltar. É um sentimento, quase como se não conseguisse respirar. Não o digo, não o mostro, nem sei se o sinto de verdade.


Até que ponto é um sentimento, até que ponto o quero levar?


Um sorriso, lindo, não forçado. Os olhos, os olhos... só de pensar me apetece chorar, tal é a sua beleza.


Toque, um único toque, arrepios, a suavidade da sua mão


____________________________________________

Raiva, talvez, de sentir o que sinto.

Sei que tudo se vai repetir e serás apenas mais uma..
Mais uma a abandonar-me, a esquecer-me. É o princípio do fim e eu sei.

Só me sinto triste porque pensei (mais uma vez) que as coisas fossem resultar apesar de nem ser muito fácil.

Afastar, é sempre isso que faço.

Porquê? A culpa vai ser minha.. bahh porquê?

Não é suposto alguém compreender. É apenas um desabafo.

domingo, 5 de agosto de 2007

O índio que queria voar.

A pequena águia queria voar.

Um jovem rapaz que é feliz na sua tribo, com a sua família pode-se considerar livre.

Mas apesar de ser feliz, Pequena Águia também quer voar para fora do ninho, e não é por ser índio que não tem de seguir toda uma série de normas e condutas sociais, muito pelo contrário.

Pequena Águia queria voar ao som da música, acompanhado pela Natureza. A Pachamama , mãe terra, ele oferecia o que podia. Pequena Águia adorava dançar. À noite, escapava-se da tenda e cantando alegremente a Inti, pedia desculpa por não o poder fazer de dia, que era quando Inti se mostrava em todo o seu esplendor.

A sua irmã, Kaysha, escrevia nos quipus histórias lindas de animais, da Natureza, dos deuses, de como algumas músicas eram sobre histórias tristes de outras tribos.

Pequena Águia, chegou um dia ao pé dos seus pais e estranhou não ver Kaysha, sentada na relva olhando para o vale enquanto escrevia nos seus quipus. Perguntou-lhes então por Kaysha e o pai disse-lhe que tinho ido fazer uma oferenda a Mama Killa. O jovem índio desatou a correr e chorava enquanto no céu uma águia voava, acompanhando-o, e piava agudamente. Por montes, vales e planícies, Pequena Águia continuava a correr chorando.

Ao pé de casa os pais abraçaram-se e a mãe tinha lágrimas nos olhos, apesar de não as mostrar nem chorar mesmo.

Pequena Águia sabia que a irmã não voltaria, tinha sido oferecida em sacrifício à deusa a que tanto orava. Revoltado com Mama Killa, pediu a Inti que a noite nunca chegasse e que Mama Killa não pudesse ver nada lá de cima com a forte luz de Inti a incidir sobre os Andes.

Mas a noite acabou mesmo por chegar e com ela o frio que o pequeno índio sentia e o vazio no seu coração. Tinha um longo futuro à sua frente, não compreendia por que razão Kaysha não o podia ter também. Revoltou-se então com Inti e principalmente com Viracocha. Segundo o rapaz, a culpa seria toda de Viracocha sem o qual não existiria mais nada, e desse modo, Kaysha não lhe poderia ser roubada.

Continuou sempre a andar, já desesperado e sem saber o que fazer, entretanto estava a amanhecer. Dos céus desceu algo que Pequena Águia nunca tinha visto, um dragão com asas de borboleta e presas e garras de águia. Pequena Águia olha espantado, parou mal querendo acreditar no que os seus olhos viam. O dragão dirigiu-se a ele e disse que se chamava Itzpapalotl, que era a borboleta obsidiana, uma deusa azteca. Aquele, lembrava-se de ter ouvido falar nela , mas mal podia crer que tinha a Deusa à sua frente.

Ela disse-lhe que sabia o quanto ele tinha medo da morte da irmã, perguntou-lhe se queria ser livre e voar. Tudo o que Pequena Águia mais queria era poder ser livre, ver o seu medo acalmado, não sofrer mais e voar.

Enquanto o Sol nascia e Itzpapalotl desaparecia, Pequena Águia transformou-se numa borboleta preta e voou.







Inti- Deus Sol dos Incas e outros povos peruanos

Pachamama - Terra-mãe dos Incas e outros povos peruanos

Mama Killa - Deusa do Firmamento. Deusa da Lua.

sábado, 4 de agosto de 2007

Love, regrets and sorrows.

Today I was thinkin' about love.
Love one another, bein' happy with someone, it's all so much better than bein' one, standin' all alone, wastin' your youth and your love.
Love hasn't found me so many times along these years. I guess I can say, I loved too much and received almost none in return. It should be such a wonderful feelin' love and bein' loved back.
I never felt it, and for that reason I am not a full happy person.
The ones I loved, I loved a lot. Oh I wish they could love me back then, but they didn't. Not even one.
Did you love me any time? You wanted me as your girlfriend but never said you loved me. So no one can comply for I never believed your aim was true. Deep deep inside I believe somehow someway you loved me for a while. But we always did our game, no one ever understood.
So much time as passed between us, and nothin' is left. Not only one memory except those I still keep in my heart. You'll always have your special place there and no one can steal it from you.
but, enough talkin' about you. You're no longer present.
Why? Why can't I take you off my mind after all these years? No one replaced you yet, I guess that's why.
Then my life changed a lot. I discovered me a new self with new likes and dislikes, but somehow still the old self. It wasn't easy to put all these feelings together, but I made it. I'm makin' it.
Met a lot of people. Fell for some, but that's how life is, absolutely surprising.However I had some disappointments, felt a lot of regret and sorrow, I'm still up.
Sometimes I feel incredibly lonely, feel so lonesome I want to cry, but most of the time I don't even think about it.I know the soul who belongs with mine wanders around. I only hope to someday find it.

sábado, 21 de julho de 2007

Sombras de outrora...

Sombras de outrora hoje acordadas em mim.
Sou quem fui, um ser que ainda não esqueci.
Amo, amei, mas sinto-me sozinha.
Hoje as sombras, mostraram-me que estou só.
Sonho com alguém que até hoje não chegou. Sonho, anseio, mas essa pessoa virá?
Estou farta de esperar, houve alturas em que deixei de sonhar.
Há alturas em que não desespero, em que nem penso nisso, mas hoje aqui estou eu a desesperar por alguém...
E esse alguém teima em não aparecer, em fazer companhia ao meu ser.
Desespero por não ter esse alguém do meu lado. Quero tanto, preciso tanto desse amor..
Sentir aquele carinho, que vejo os outros sentirem, tudo me passa ao lado, tudo.
E começo a desesperar, sinto que a minha sombra vagueia por caminhos onde os outros não passam..
Porque estou eu sozinha, eu que preciso tanto de alguém? ...
Queria um abraço, um passar as mãos pelo cabelo, o ficar horas a olhar para a profundidade dos seus olhos..
E escrevo e sinto, como se tudo isto já se tivesse passado comigo, mas não se passou..
E sinto essa falta.. algo que não tem outro modo de se compensar.


18 de Julho de 2007